COE Itaú cobra transparência em reestruturação e alerta para impactos sobre trabalhadores

16/07/2026

Itaú
COE Itaú cobra transparência em reestruturação e alerta para impactos sobre trabalhadores

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú voltou a cobrar do banco mais transparência nos processos de reestruturação após receber uma série de denúncias de trabalhadores do Segmento Empresas, com impactos em remuneração, condições de trabalho e carreira, e sem diálogo com a representação dos trabalhadores.

Entre as principais preocupações, está a redução da remuneração variável semestral (VB) após a ressegmentação das carteiras da Plataforma PJ. Outro ponto crítico é a unificação dos segmentos Pro Smart e Pro. Trabalhadores denunciam, ainda: eliminação da premiação com viagem internacional para os gerentes (mantendo o benefício apenas para gestores); ampliação de metas mesmo com redução das carteiras; retorno de gerentes a agências físicas, em algumas localidades, sem esclarecimentos sobre os impactos na carreira; e defasagem de valores e problemas de reembolso quando se trata de visitas a clientes.

A COE Itaú questionou o banco sobre a ausência de equiparação salarial entre profissionais que passaram a exercer atividades equivalentes. Em resposta, o Itaú afirmou que não promoverá a equiparação, sob a justificativa de que as modalidades atendem clientes de portes diferentes e, por isso, enfrentam desafios distintos.

Para a representação dos trabalhadores, o argumento é contraditório. “Se o próprio banco unificou os segmentos e passou a exigir as mesmas metas e os mesmos indicadores de desempenho para todos os gerentes, não faz sentido manter diferenças salariais utilizando como justificativa as características das carteiras”, disse a coordenadora da COE, Valeska Pincovai.

Até o momento, além da resposta sobre a equiparação salarial, o banco não apresentou retorno às demais reivindicações.

Para a coordenadora da COE Itaú, o banco precisa conduzir processos dessa dimensão com diálogo e respeito aos trabalhadores. "Queremos transparência nos processos de reestruturação e garantia da preservação dos empregos e dos direitos dos trabalhadores. Mudanças dessa magnitude não podem ser implementadas sem diálogo com a representação dos empregados e sem critérios”.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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