Funcionários do BB cobram avanços em inclusão, igualdade e apoio a trabalhadores endividados
17/07/2026
Banco do Brasil
As negociações da pauta de diversidade específica dos funcionários do Banco do Brasil tiveram início nesta sexta-feira, 17, em São Paulo, com o debate sobre os direitos das pessoas com deficiência (PcDs). As propostas apresentadas pelas entidades buscam ampliar a acessibilidade, promover a inclusão e garantir igualdade de oportunidades no ambiente de trabalho.
Para a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, a negociação é uma oportunidade de consolidar avanços nas políticas de diversidade do banco. "A construção de um ambiente de trabalho verdadeiramente inclusivo passa pelo reconhecimento das diferentes realidades vividas pelos funcionários e pela implementação de medidas concretas que garantam igualdade de oportunidades, respeito e dignidade para todas as pessoas", destacou.
"Apresentamos propostas que dialogam com a realidade dos funcionários e funcionárias do Banco do Brasil. Garantir inclusão, apoiar quem enfrenta o endividamento e rever mecanismos de monitoramento que aumentam a pressão no dia a dia são medidas que valorizam as pessoas e contribuem para um ambiente de trabalho mais saudável, justo e produtivo”, afirmou Matheus Fraiha, funcionário do BB e diretor do Sindicato que participa das negociações.
PcDs
Entre as reivindicações apresentadas, estão a cumulatividade dos benefícios destinados às PcDs com o auxílio-creche/babá; a concessão de licença de até 15 dias por ano para acompanhamento de dependentes com deficiência, sem limite de idade, em consultas e tratamentos médico-odontológicos; a realização de um Censo da Pessoa com Deficiência no BB; a ampliação das possibilidades de teletrabalho para PcDs e acompanhamento para garantir sua adaptação. Outra reivindicação é o abono das horas necessárias para tratamentos, terapias e consultas médicas.
Mulheres
A proposta é incentivar a participação na área de Tecnologia, ampliando oportunidades de acesso e desenvolvimento profissional. A pauta também contempla a ampliação da proteção em situação de violência doméstica, com garantia de afastamento de até seis meses, sem necessidade de encaminhamento ao INSS e com preservação do cargo.
Outro ponto defendido pelas entidades é a criação de licença parental para cada pessoa de referência da criança ou do adolescente, limitada a duas pessoas, sem prejuízo do emprego ou da remuneração. Também foi reivindicada a equiparação da união estável ao casamento para fins de concessão dos benefícios previstos no acordo coletivo.
O banco recebeu de forma positiva as reivindicações apresentadas pelas entidades e informou que avaliará as propostas antes de apresentar uma resposta. A direção também afirmou que trabalha com a meta de alcançar a paridade de gênero nos cargos de liderança até 2030.
Endividamento
A CEBB reivindicou a criação de uma alternativa efetiva para a renegociação de dívidas dos funcionários junto ao Banco do Brasil. A proposta prevê uma linha de crédito específica destinada a funcionários com dívidas, inadimplidas ou não, cujas prestações mensais ultrapassem 30% do salário bruto.
A direção do banco informou que também está preocupada com a situação de endividamento e afirmou que estuda alternativas para enfrentar o problema.
Monitoramento
A representação dos funcionalismo também cobrou a revisão dos mecanismos de monitoramento, com extinção do controle individual do tempo de atendimento e dos atuais instrumentos de acompanhamento individual da produtividade. Para a CEBB, estes processos têm consumido tempo excessivo e, muitas vezes, não refletem a realidade das atividades desempenhadas. Além disso, os critérios utilizados deixam de considerar diversas tarefas realizadas no dia a dia, comprometendo a efetividade das avaliações.
Por isso, as entidades defenderam a participação dos funcionários na construção e no aperfeiçoamento dessas ferramentas.
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Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT