Plenária do Sindicato debate negociações e mobilização da Campanha Nacional 2026

20/07/2026

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Plenária do Sindicato debate negociações e mobilização da Campanha Nacional 2026

O Sindicato realizou, nesta segunda-feira, 20 de julho, uma plenária virtual sobre o andamento da Campanha Nacional 2026. Em pauta, as primeiras rodadas de negociação para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e os debates específicos com a CAIXA e o Banco do Brasil.

Até agora, foram três rodadas de negociação entre o Comando Nacional e a Fenaban. A primeira, em 2 de julho, tratou de cláusulas sociais, como a inclusão e suporte para pessoas com deficiência (PCDs, escala 4x3, teletrabalho, direito à desconexão e segurança bancária digital. O presidente do Sindicato Ramon Peres ressaltou que, nesta primeira mesa, os bancos se recusaram a assinar um acordo que garanta a ultratividade da CCT, que garantiria os direitos até a assinatura de um novo acordo.

"Pedimos aos bancos que assinassem esse acordo para que pudéssemos ter mais tempo para a Campanha Nacional, sem correr o risco da perda de direitos após 31 de agosto, que é quando vence a atual Convenção Coletiva. A realidade é que os bancos não querem se comprometer porque a verdadeira intenção é a de tirar direitos da categoria", denunciou Ramon.

No dia 7 de julho, a segunda rodada de negociações teve como tema o emprego. Entre os pontos debatidos, as demissões e fechamento de agências (que os bancos justificam pelo comportamento dos clientes), melhorias nas cláusulas de qualificação e requalificação, o fim das terceirizações, estabilidade para mulheres vítimas de violência e a criação de um banco de talentos para realocação entre os bancos. 

Já a terceira rodada, em 16 de julho, teve como tema a igualdade de oportunidades. Foram debatidos e reivindicadas questões relacionadas a o enfrentamento ao racismo e à LGBTfobia, combate ao assédio sexual, a escala 4x3, o endividamento da categoria e o encarreiramento feminino. Houve avanços na questão da discriminação e do assédio, garantindo que os trabalhadores utilizem os atuais canais de denúncia internos para estes casos. Além disso, a Fenaban propôs trazer para os debates um especialista para debater a escala 4x3.

CAIXA

O vice-presidente da Fenae e representante de Minas Gerais nas negociações com a CAIXA, Cardoso, falou sobre as duas rodadas específicas já realizadas. Durante as negociações, uma das principais pautas foi o fortalecimento do Saúde Caixa, com o fim do teto de gastos do banco e volta da divisão do custeio em 70% para o banco e 30% para os usuários.

Também foram debatidas a necessidade da criação e aprimoramento de políticas do banco voltadas à diversidade e à inclusão de pessoas com deficiência (PcDs) e neurodivergentes; questões relacionadas aos afastamentos de empregados por questões de saúde; regulamentação do teletrabalho; e renegociação para empregados superendividados.

Cardoso também chamou atenção para o Dia Nacional de Luta em defesa do Saúde Caixa, já agendado para o dia 27 de julho, próxima segunda-feira. Fique atento para saber mais!

Banco do Brasil

Representando a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), o diretor do Sindicato Matheus Fraiha trouxe análises sobre o que foi discutido até agora com o banco público.

Nas mesas, o funcionalismo reivindicou novos concursos públicos para solucionar o déficit de funcionários; jornada 4x3 mantendo as seis horas diárias; incorporação ao salário de 10% de comissão a cada ano, até atingir 100%; o combate ao acúmulo e desvio de funções; igualdade de oportunidades para mulheres em TI e em cargos de liderança; suporte para pessoas com deficiência (PcDs); o fim do monitoramento abusivo; e o endividamento de funcionários.

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