Em audiência pública, Sindicato denuncia desmonte do atendimento do Bradesco em BH

28/07/2026

Bradesco
Em audiência pública, Sindicato denuncia desmonte do atendimento do Bradesco em BH

A política de fechamento de agências, retirada de caixas eletrônicos e redução de postos de trabalho do Bradesco foi denunciada pelo Sindicato durante audiência pública realizada nesta terça-feira, 28, na Câmara Municipal de Belo Horizonte. O debate expôs os impactos do desmonte promovido pelo banco tanto sobre funcionárias e funcionários quanto sobre clientes e usuários dos serviços bancários na capital mineira.

A audiência foi solicitada pelo vereador Pedro Patrus (PT-BH), após pedido do Sindicato, e a sessão da Comissão de Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor foi presidida pela vereadora Luiza Dulci (PT-BH).

Compuseram a mesa: Ramon Peres, presidente do Sindicato; Giovanni Alexandrino, funcionário do Bradesco e diretor do Sindicato; Mônica Brull, secretária-geral do Sindicato; Carlindo Dias (Abelha), presidente da Fetrafi-MG; Vinicius Assumpção, vice-presidente da Contraf-CUT; Jairo Nogueira Filho, presidente da CUT-MG; e Carlos Calazans, superintendente regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em Minas Gerais. Já o Bradesco, apesar de ter sido convidado a participar, não compareceu.

Descaso com bancários e clientes

Durante a audiência, Giovanni denunciou a gravidade das mudanças promovidas pelo Bradesco. “Bancárias e bancários não aguentam mais o desmonte da categoria. Três unidades de negócios em nossa base já foram transformadas nos chamados ‘escritórios de negócios’, sem estrutura de atendimento para a população e sequer caixas automáticos. Essa audiência pública é muito importante para denunciarmos o que vem ocorrendo e espero que seja um marco para mudarmos essa situação”, afirmou.

A redução da estrutura de atendimento provoca sobrecarga, insegurança e piora das condições de trabalho. Além disso, com menos agências, caixas eletrônicos e funcionários, clientes e usuários enfrentam maiores deslocamentos e encontram cada vez menos alternativas para realizar operações presenciais.

O presidente do Sindicato, Ramon Peres, destacou que o sistema financeiro do Brasil lucra muito com as taxas altas cobradas dos clientes. “Os bancos travam a economia com juros estratosféricos e o Bradesco é parte disso. Ao mesmo tempo, dificulta o acesso da população ao atendimento e adoece bancárias e bancários com cobranças abusivas por metas. É um desrespeito completo ao povo. O Bradesco, hoje, não cumpre o papel concedido a ele pelo Estado brasileiro”, denunciou, citando resoluções e leis que vedam que os bancos empurrem clientes para o atendimento exclusivamente digital.

Os encaminhamentos da audiência foram: apoio ao projeto de lei que obriga portas giratórias nas agências em Belo Horizonte; moção de repúdio dos vereadores contra o fechamento de agências e demissões; projeto de lei para bairros populosos de BH terem agências bancárias; pedido de fiscalização à Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego em Minas Gerais; e pedido de audiência pública para tratar dos problemas no ramo financeiro.

 

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