Sindicato denuncia Itaú ao MPT por tentativa de enfraquecer mobilização da categoria

28/07/2026

Itaú
Sindicato denuncia Itaú ao MPT por tentativa de enfraquecer mobilização da categoria

O Sindicato encaminhou ao Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT-MG) uma representação contra o Itaú por possível prática antissindical e violação ao direito de greve. A denúncia ocorre após o banco enviar orientações aos funcionários sobre como proceder diante de manifestações ou paralisações durante a Campanha Nacional dos Bancários 2026.

Veja, aqui, o ofício na íntegra.

No comunicado, enviado aos trabalhadores em 23 de julho, o Itaú reconhece que podem ocorrer mobilizações nos locais de trabalho e orienta as agências a registrarem as ocorrências. O banco também recomenda que, “em contextos de paralisação, os colaboradores levem consigo seus equipamentos e pertences pessoais”, sob o argumento de que o acesso às unidades poderia sofrer restrições.

O direito de greve é assegurado pelo artigo 9º da Constituição Federal. A Lei 7.783/89 também proíbe as empresas de adotarem meios para constranger empregados a comparecer ao trabalho ou frustrar a divulgação do movimento. A Nota Técnica nº 5 da Conalis/MPT considera grave violação qualquer coação direta ou indireta destinada a impedir a participação de trabalhadores em greve.

“Solicitamos ao MPT que convoque o Itaú e determine a retratação do banco, com o envio de um novo comunicado assegurando o direito de adesão à greve e a proteção contra retaliações. Também solicitamos abertura de inquérito civil para apurar as irregularidades, identificar os responsáveis e avaliar medidas de reparação pelos danos causados à coletividade. A organização coletiva é um direito dos trabalhadores e trabalhadoras. Não aceitaremos intimidação”, destacou Ramon Peres, presidente do Sindicato.

 

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