O lucro líquido gerencial do Itaú Unibanco no primeiro semestre do ano alcançou R$ 24,689 bilhões, um crescimento de 9,1% em relação ao mesmo período do ano passado. No trimestre, o lucro foi de R$ 12.407 bilhões, crescimento de 1% em relação ao trimestre anterior (R$ 12.282 bilhões).
Mesmo com esse ótimo resultado, o banco segue extinguindo empregos e fechando agências físicas, o que prejudica trabalhadores e clientes, principalmente os de renda mais baixa. Em 12 meses, a holding extinguiu 5.118 postos de trabalho, sendo 1.002 postos no trimestre. Foram fechadas 451 agências físicas no Brasil.
Sem justificativa
A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, destaca que essas medidas não se justificam. Segundo dados do balanço, a receita com prestação de serviços e tarifas, que cresceu 5,8% em 12 meses totalizando R$ 25 bilhões, cobre 145,2% das despesas com pessoal, incluindo a PLR.
“Enquanto apresenta mais uma vez um lucro recorde, o que vem acontecendo nos locais de trabalho é uma realidade triste de descaso por parte do banco em relação às condições de trabalho. Falta respeito e acolhimento aos bancários e bancárias que adoecem para que o Itaú chegue neste patamar de maior lucro do sistema financeiro”, diz Valeska.
Banco pode atender reivindicações
Para o movimento sindical, o Itaú tem plenas condições de valorizar os trabalhadores e atender às reivindicações dos trabalhadores, seja nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) ou na mesa específica para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com SP Bancários