Ao longo das seis primeiras rodadas da Campanha Nacional 2026, a Fenaban acumulou negativas às reivindicações e ameaças a direitos conquistados pela categoria. Diante dos ataques, o Comando Nacional dos Bancários tem reagido com firmeza e reforçado a importância da mobilização para ampliar a pressão sobre os bancos.
Já na primeira mesa, a Fenaban se recusou a garantir a ultratividade da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que asseguraria a manutenção dos direitos até a assinatura de um novo acordo. Na segunda rodada, os bancos também negaram a suspensão das demissões e do fechamento de agências durante o processo de negociação.
Em 21 de julho, na quarta rodada, que deveria ter como foco a saúde da categoria, a Fenaban elevou o tom dos ataques. A representação dos bancos propôs separar as negociações entre públicos e privados, colocando em risco a mesa única, e chegou a ameaçar retirar cláusulas de saúde já conquistadas na CCT. O Comando reagiu e reafirmou que não aceita a divisão da categoria nem a retirada de direitos.
Na quinta rodada, o ataque foi direto à cláusula 29 da CCT, que garante complementação salarial aos trabalhadores afastados por até dois anos, com possibilidade de renovação. A Fenaban propôs reduzir esse período para apenas 45 dias e, depois disso, deixar a continuidade sob decisão dos médicos do trabalho dos bancos. O Comando rejeitou a retirada de direitos e os bancos recuaram da proposta.
Na sexta mesa, a investida chegou à remuneração. A Fenaban sugeriu que a PLR não fosse reajustada, alegando que os bancos já possuem programas próprios de remuneração variável. O Comando rebateu e deixou claro que esses programas são complementares, não substituem a PLR e não podem ser utilizados para reduzir sua valorização.
“Mesmo diante dos sucessivos ataques, seguimos firmes na defesa das conquistas dos trabalhadores. A próxima rodada será em 13 de agosto, quando a Fenaban se comprometeu a apresentar uma proposta geral às reivindicações da categoria. Contamos com a mobilização de todos e a participação na Plenária Virtual do dia 10. Vamos reforçar a pressão, a unidade e exigir proposta decente”, destacou Ramon Peres, presidente do Sindicato.
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