Santander nega avanços em reivindicações econômicas e avalia demandas sindicais

13/08/2026

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Santander nega avanços em reivindicações econômicas e avalia demandas sindicais

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu com a direção do banco na tarde desta quarta-feira, 12, para a quarta rodada de negociação específica da Campanha Nacional 2026. A reunião teve como foco as cláusulas econômicas e sindicais do acordo coletivo.

Entre as reivindicações econômicas, a representação dos trabalhadores defendeu a criação de um auxílio mobilidade/combustível, por meio de cartão para custear despesas com transporte, combustível e estacionamento. A proposta foi negada pelo banco. 

A COE também reivindicou o custeio integral, pelo Santander, das certificações e atualizações da Anbima, além de apoio financeiro para cursos de atualização, extensão, congressos e seminários e a criação de uma bolsa de férias. Sobre as certificações, o banco afirmou que já realiza o pagamento aos bancários de cargos elegíveis que obtêm aprovação nas provas. Em relação às possíveis mudanças nas regras da Anbima, o Santander informou que avaliará eventuais alterações após a oficialização das novas normas. As demais reivindicações de qualificação foram negadas.

“Funcionárias e funcionários do Santander precisam ser valorizados e isso inclui capacitação e qualificação. O banco precisa criar oportunidades reais para o crescimento profissional de bancárias e bancários, incentivando e proporcionando condições para esse desenvolvimento”, afirma Paula Moreira, integrante da COE Santander e diretora do Sindicato.

“Estamos apresentando propostas que respondem a necessidades concretas dos trabalhadores, seja para garantir melhores condições de mobilidade, seja para apoiar a qualificação profissional. O banco precisa reconhecer que investir nos funcionários também significa valorizar quem sustenta os resultados da instituição”, afirma Ana Marta Lima, coordenadora da COE Santander.

Representação sindical

No bloco sindical, os trabalhadores reivindicaram que dirigentes liberados tenham acesso aos canais internos do banco, além do fornecimento periódico de informações funcionais e da negociação prévia em processos de reorganização ou reestruturação que possam afetar coletivamente os empregados. O Santander ficou de avaliar a possibilidade técnica de o acesso aos aplicativos internos ou de ampliar os limites de acesso no portal de Pessoas, ao qual dirigentes já têm acesso.

Também foram debatidas a manutenção e o aprimoramento das regras para acesso das entidades sindicais aos locais de trabalho e aos funcionários, inclusive aqueles que atuam em teletrabalho. A COE defendeu ainda mecanismos de incentivo à sindicalização.

 “Não basta manter um canal formal de diálogo. É preciso garantir condições para que a representação sindical possa exercer seu papel, acompanhar as mudanças no banco e estar próxima dos trabalhadores, inclusive daqueles que estão em teletrabalho. O fortalecimento do diálogo e da negociação é fundamental para prevenir conflitos e construir soluções coletivas”, afirma Rita Berlofa, secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionários do banco.

A próxima rodada de negociação entre a COE e o Santander será realizada no dia 19 de agosto, na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, sendo o Programa Próprio de Remuneração Santander (PPRS) o tema principal.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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