Bancos trazem propostas absurdas à mesa e não apresentam índice de reajuste

14/08/2026

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Bancos trazem propostas absurdas à mesa e não apresentam índice de reajuste

Desrespeito e cinismo. Os bancos não apresentaram índice de reajuste na sétima rodada de negociações da Campanha Nacional realizada nesta quinta-feira, 13, na capital paulista, frustrando toda a categoria. A proposta foi de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais, mas sem dizer quais seriam os parâmetros dessas faixas e nem os percentuais para cada uma delas.

Durante os debates, a Fenaban chegou a propor reduzir o valor dos vales refeição e alimentação nas cidades do interior. “Eles não querem aumentar o custo, querem simplesmente usar o mesmo valor pago hoje com os vales, tirando de alguns trabalhadores para pagar para outros, como se alguns pudessem comer melhor que outros”, criticou a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira. 

A representação dos banqueiros chegou, ainda, a ameaçar ir ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) caso não houvesse acordo para os modelos de reajustes propostos. Mas, depois de um intervalo durante a negociação de hoje, recuou.

“O setor bancário lucrou R$ 174 bilhões ano passado. Não tem sentido apresentar uma proposta rebaixada. Por que não tirar dos altos executivos, então, para pagar o reajuste que a categoria bancária exige e tem de direito?”, rebateu Juvandia, lembrando que a remuneração média per capita anual paga à diretoria estatutária dos três maiores bancos privados do país chegará a R$ 12,5 milhões em 2026. “Esse valor é mais de 120 vezes superior à remuneração anual de um escriturário, considerando salário, 13º, férias, tíquetes e PLR. É uma diferença salarial que mostra onde os bancos estão escolhendo concentrar a renda”, completou, destacando também que o lucro por empregado nos bancos é de 438 mil e nas cooperativas é 173 mil, uma diferença de 153% em favor dos bancos. 

“A categoria bancária vai mostrar sua força diante de tantas justificativas infundadas e sucessivos ataques dos bancos. Não é possível aceitar que se coloquem como ‘pobres coitados’ enquanto são o terceiro setor mais rentável do país. Quem trabalha todos os dias batendo metas sabe que bancárias e bancários merecem valorização e respeito”, afirmou o presidente do Sindicato, Ramon Peres.

Assembleia na segunda-feira, 17

Diante da enrolação dos banqueiros, o Sindicato convocará Assembleia para a próxima segunda-feira, 17 de agosto, para que a categoria delibere sobre o modelo de reajuste, divisão da categoria e congelamento de piso, propostos pela Fenaban. A Assembleia também irá deliberar sobre um dia nacional de mobilização, com paralisação na quinta-feira, 20 de agosto. Mais informações em breve.

Próxima negociação

A próxima negociação da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026 está agendada para a próxima terça-feira, 18 de agosto.

 

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Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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