BB propõe clausular ações por igualdade, mas segue sem resposta às principais reivindicações
21/08/2026
Banco do Brasil
Em mais uma rodada de negociação específica, em 19 de agosto, a gestão do Banco do Brasil não apresentou proposta às principais reivindicações das funcionárias e funcionários. O que o banco apresentou foi a garantia de clausular, no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), as políticas de ações afirmativas, para que mulheres, pessoas com deficiência (PCD) e não brancos sejam priorizados nos processos seletivos internos da empresa.
O BB também disse que irá incluir no ACT uma cláusula de estabilidade na função comissionada por seis meses, após o retorno ao trabalho, para funcionárias vítimas de violência doméstica. A Lei Maria da Penha garante a manutenção do vínculo empregatício em casos de afastamentos por até seis meses. Com esta cláusula, a bancária vítima de violência teria ainda a garantia da manutenção de sua função comissionada.
Por fim, a direção do banco propôs uma cláusula para garantir a redução de jornada para mulheres em lactação induzida, ou seja, funcionárias que tenham feito tratamento para amamentar filhos não gestados ou adotados. Direito que seria estendido para casais homoafetivos em que as duas mães sejam funcionárias do BB.
"Todas essas propostas são muito importantes. Mas registramos que precisamos avançar em muitos outros pontos da minuta de reivindicações, pontos que refletem diretamente na melhoria das condições de trabalho e no reconhecimento que o banco precisa dar a todas as funcionárias e funcionários", destacou Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB).
Para Matheus Fraiha, diretor do Sindicato que participa das negociações, “é importante reconhecer os avanços apresentados pelo banco nas questões de igualdade e proteção às mulheres, mas eles não podem servir para esconder o que continua sem resposta. A pauta dos funcionários é muito mais ampla e envolve salário, carreira, emprego, condições de trabalho, Cassi e o fim da sobrecarga. Na paralisação desta quinta-feira, 20, mostramos que a categoria quer ser ouvida e que negociar significa apresentar respostas concretas para quem sustenta o Banco do Brasil todos os dias”,
A próxima rodada da negociação específica entre BB e funcionários ainda não tem data definida, mas a CEBB seguirá em plantão permanente.
Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT