Fenaban ameaça excluir bancários da Convenção Coletiva após aprovação da greve

08/09/2026

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Fenaban ameaça excluir bancários da Convenção Coletiva após aprovação da greve

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) encaminhou à Contraf-CUT, neste domingo, 6 de setembro, um ofício com uma grave ameaça às bancárias e aos bancários da CAIXA e do Banco do Brasil que rejeitaram as propostas apresentadas pelos bancos e aprovaram greve a partir do dia 10. No documento, a Fenaban afirma que não reabrirá as negociações com os sindicatos cujas assembleias rejeitaram as propostas e tenta caracterizar a decisão desses trabalhadores como uma escolha por “não participar” da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nacional.

A interpretação distorce o que foi efetivamente decidido nas assembleias. As bancárias e os bancários não renunciaram à negociação coletiva nem abriram mão da Convenção. Eles avaliaram as propostas, consideraram que elas não atendiam às suas reivindicações e aprovaram a greve, instrumento legítimo de pressão para buscar avanços e a retomada das negociações.

As novas Convenções Coletivas estão previstas para serem assinadas nesta quarta-feira, 9 de setembro, às 14h. Como parte dos instrumentos, a Fenaban apresentou uma proposta de cláusula que divide os sindicatos e seus representados em diferentes anexos.

Segundo a Fenaban, nenhuma das Convenções relativas à data-base produziria efeitos para as bases que rejeitaram os acordos. Também não estaria assegurado o abono da paralisação de 20 de agosto nem dos dias da greve. A Fenaban solicitou, ainda, que a Contraf-CUT encaminhe a relação dos sindicatos que rejeitaram as propostas “para confirmar a exclusão” dessas entidades e de seus representados.

O Sindicato defende o cumprimento integral das decisões tomadas pela categoria: a celebração da Convenção para os trabalhadores dos bancos privados e, ao mesmo tempo, a continuidade da luta e das negociações na CAIXA e no Banco do Brasil. A assinatura referente aos bancos privados não pode ser utilizada como concordância do Sindicato com a exclusão dos empregados dos bancos públicos.

Quem ameaça romper a unidade nacional são os bancos

A Convenção Coletiva Nacional é uma conquista histórica das bancárias e dos bancários. Ela não pode ser transformada em instrumento de punição contra trabalhadores que exerceram democraticamente seu direito de avaliar uma proposta e decidir pela greve.

Ao declarar antecipadamente que não negociará com determinadas bases, a Fenaban tenta esvaziar a mobilização antes mesmo de seu início e transferir para os sindicatos a responsabilidade por uma exclusão escolhida pelos próprios bancos.

A posição da categoria é clara: rejeição não é renúncia. Greve é continuidade da negociação.

 

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