Sindicato cobra Bradesco após caso de agressões físicas e verbais em unidade de Betim
21/11/2023
Bradesco
O Sindicato enviou ofício ao Bradesco para cobrar resposta sobre um caso de violência na unidade de negócios Praça da Cacimba (6715), em Betim, no dia 16 de novembro. A entidade recebeu a denúncia de que quatro adolescentes adentraram o local e promoveram um verdadeiro caos, ofendendo e assediando trabalhadoras.
Segundo relatos, os quatro menores gritavam palavras de baixo calão, tentaram invadir a sala exclusiva dos funcionários e atiraram objetos pelas janelas. Além disso, uma funcionária que chegava ao local de trabalho foi empurrada sobre seu carro e machucou o pulso, tendo sido ainda alvo de gestos obscenos por parte dos envolvidos.
Este caso é apenas mais um exemplo do risco a que estão submetidos funcionários e clientes com a retirada de equipamentos de segurança e dos vigilantes onde não há guarda de numerário. “O Sindicato sempre denunciou esta decisão irresponsável do Bradesco. É um absurdo um banco com lucros exorbitantes não contar com equipamentos de segurança, deixando trabalhadoras e trabalhadores desamparados e à mercê da própria sorte”, afirmou Giovanni Alexandrino, funcionário do Bradesco e diretor do Sindicato.
Veja o ofício enviado ao banco na íntegra.
PL 434 ameaça a integridade da categoria
O Projeto de Lei 434/2023, de autoria do deputado estadual Charles Santos (Republicanos) e que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), abre espaço para que mais situações como estas ocorram. A proposta desobriga os bancos da instalação dos equipamentos de segurança.
“Estivemos com o parlamentar, há alguns meses, para mostrar os riscos do projeto, mas ele se recusou em retirá-lo. A situação vivida no Bradesco é uma amostra do que pode ocorrer em unidades desprotegidas, em que não se vê como prioridade a segurança dos trabalhadores. Deputado Charles Santos, a sua proposta é conivente com este tipo de violência e casos assim podem cair na sua conta se o texto for aprovado”, afirmou Ramon Peres, presidente do Sindicato.