Empregados da CAIXA exigem fim da cobrança abusiva de metas

29/07/2024

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Empregados da CAIXA exigem fim da cobrança abusiva de metas

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da CAIXA se reuniu com o banco, na sexta-feira, 26, para debater diversos problemas do dia a dia que afetam a saúde do trabalhador. “Não é possível que quase 76% dos casos de afastamentos para tratamento de saúde de empregados da CAIXA, devido a questões relacionadas ao trabalho (B91), sejam por causa problemas mentais ou comportamentais”, disse o coordenador da CEE/Caixa, Rafael de Castro, se referindo aos dados mais recentes do INSS levantados pelo Dieese.

“E todos nós aqui, de ambos os lados da mesa, sabemos que esses problemas são causados pelas ferramentas adoecedoras utilizadas pelo banco para fazer a gestão de pessoas e a cobrança abusiva de metas, além de falta de orientação da direção para gerir as equipes de forma humanizada de fato ”, completou Rafael

Segundo a CAIXA, a taxa de absenteísmo é de 3,51%, e todos os empregados que tenham sido cobrados por tratamentos de doenças relacionadas ao trabalho (B91), devem entrar em contato com o banco para serem ressarcidos, pois os custos são de responsabilidade do banco.

É preciso resolver

Os representantes dos empregados destacaram que o TDV (time de vendas), por exemplo, gera disputa individual entre empregados e tem sido imprescindível para a avaliação individual e promoções. Isto se soma a outros instrumentos adoecedores, como cobrança pelo WhatsApp, Teams, ligações-ponte e controle de hora em hora no meio e até depois do expediente. A CAIXA se comprometeu a acabar com o feedback de caráter punitivo e utilizar o mecanismo apenas para contribuir com o desenvolvimento das empregadas e empregados.

Os empregados também lembraram que faz dois anos das denúncias de assédio moral e sexual envolvendo o ex-presidente do banco, Pedro Guimarães, e que não houve punição. Cobraram solução para o caso para evitar que empregados e empregadas fiquem com receio de denunciar.

Políticas de prevenção - Os empregados também exigiram a melhoria do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), com mais credenciamento de profissionais e clínicas de saúde para a realização dos exames e também com políticas efetivas de prevenção.

Derruba o teto - A CEE cobrou o fim do teto de 6,5% da folha de pagamentos para gastos da CAIXA com a saúde dos empregados. Lembraram que o teto foi inserido no estatuto do banco por causa de uma leitura equivocada do CPC33, que limita os gastos das empresas de economia aberta com a saúde dos empregados. Os empregados cobraram, também, que todos os custos que a CAIXA joga para o Saúde Caixa, que não sejam efetivamente de saúde, como os custos da escola inclusiva, sejam arcados pelo banco.

A CAIXA se dispôs a realizar uma reunião do GT de Saúde, para tratar de questões específicas que envolvem o Saúde Caixa na terça-feira, 30, e, a pedido dos empregados, divulgou a relação de nomes dos responsáveis pelas Gipes, que começam a funcionar a partir de 5 de agosto.

Funcef - A representação dos empregados entregou à CAIXA um documento com propostas para o equacionamento do déficit do plano REG/Replan, da Funcef e cobrou a instalação de um grupo tripartite entre a CEE, o banco e a Funcef para negociar o tema.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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