Empregadas e empregados da CAIXA estão insatisfeitos com a falta de transparência do banco sobre as regras da concessão do Bônus Caixa. Criado como uma forma de compensação pelos limitadores da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o bônus é direcionado a empregados em função de gestão para reconhecer o alcance de resultados e metas superiores a 100%.
O coordenador da Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa), Rafael de Castro, explica que todos os anos as regras mudam e são comunicadas somente no final do exercício, quando os empregados já se dedicaram durante todo o ano ao cumprimento das metas, sem saber exatamente a que tipo de avaliação serão submetidos.
Diferenças de critérios e estruturas acentuam desigualdade entre áreas
As mudanças com as reestruturações impactaram diretamente o desempenho de muitos empregados. Uma reclamação recorrente entre os trabalhadores é a disparidade entre os critérios adotados para diferentes áreas do banco. Enquanto as metas na rede são as mais altas, com pressão para o atingimento de resultados, em outros setores elas são vistas como mais racionais e adequados à realidade das equipes.
Pelos critérios atuais, menos de 10% dos empregados da rede atingiram o desempenho máximo, enquanto em outros departamentos quase metade dos trabalhadores alcançou esse patamar. A percepção é de que faltam isonomia e equilíbrio na definição das metas e multiplicadores - fator que não se restringe apenas ao Bônus Caixa, mas também afeta o resultado.caixa.
Representantes dos empregados querem negociar as regras com o banco
Desde a Campanha Nacional dos Bancários de 2024, os representantes dos empregados solicitam a abertura de negociações para discutir os critérios do Bônus Caixa. Porém, à época, o banco não aceitou debater o assunto. As entidades representativas reforçam que a definição unilateral dos critérios, associada à constante mudança nas regras e ao atraso na divulgação, compromete a confiança dos trabalhadores no processo.
Atualização: temas seguem em debate com a direção do banco
Dando sequência aos assuntos tratados na última reunião com os vice-presidentes da CAIXA, a representação dos trabalhadores voltou a cobrar posicionamento sobre o uso da ferramenta TDV (time de vendas), o ranqueamento individual e as cobranças excessivas por desempenho que, em algumas unidades, chegam a ocorrer de hora em hora.
Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fenae