Conquista dos bancários na CCT, combate ao assédio no trabalho será tema de negociação nesta quarta, 26
26/11/2025
Notícias
O combate explícito ao assédio moral foi uma das grandes conquistas da Campanha Nacional dos Bancários de 2024. Sendo assim, nesta quarta-feira, 26, a partir das 14h30, o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) vão se reunir para uma nova rodada da negociação nacional com foco em diferentes formas de violência no ambiente de trabalho.
O secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, observa que o termo "assédio moral" nunca foi aceito pelos bancos, até a última Campanha Nacional, na qual os trabalhadores conquistaram a transformação da mesa de negociação permanente "Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho", que existia desde a CCT 2010/2011, em "Negociação nacional sobre assédio moral, sexual e outras forma de violência no trabalho bancário".
Além disso, com esse reconhecimento oficial por parte dos bancos, foram asseguradas novas cláusulas na Convenção Coletiva que determinam que os bancos disponibilizem canais para denúncias e para o acolhimento humanizado, com garantia de proteção e sigilo às vítimas e aos denunciantes dos tipos de violência que possam ocorrer no ambiente de trabalho.
Os bancos também se comprometeram a estabelecer campanhas internas e externas de repúdio ao assédio moral, sexual e outras formas de violência no ambiente laboral assim como disponibilizar aos empregados orientações sobre as atitudes que podem ser tomadas diante desses tipos de violência. E, conforme firmado na renovação da CCT, os bancos teriam até 1º de setembro de 2025 para colocar em vigor essas cláusulas.
“Apesar dos dados de implementação avançados, e ainda dentro do prazo, ou seja, antes de 1º de setembro, na última reunião identificamos alguns pontos que precisavam ser acertados para garantir a eficiência no cumprimento dessas cláusulas. Dentre eles, a garantia de sigilo e segurança e a separação dos dados de assédio moral e sexual em relação aos dados de ‘outras formas de violência’, para que que tenhamos uma visão real dos problemas para melhor combatê-los”, explicou Fernanda Lopes, secretária da Mulher da Contraf-CUT.
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Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT