Categoria bancária se soma às mobilizações contra a violência de gênero

10/12/2025

Notícias
Categoria bancária se soma às mobilizações contra a violência de gênero

As ruas brasileiras voltaram a ecoar sua indignação no domingo, 7. Milhares de mulheres se reuniram em mais de 20 estados e no Distrito Federal, em uma das maiores mobilizações recentes contra o feminicídio e a violência de gênero. O ato, convocado pelo movimento Levante Mulheres Vivas, fez ecoar o luto e a indignação após uma sequência de crimes brutais que reacendeu o debate sobre a omissão das instituições e a insuficiência das políticas de proteção.

O Sindicato participou do ato em Belo Horizonte, que aconteceu na manhã de domingo. Manifestantes se reuniram na Praça Raul Soares e caminharam em direção à Praça Sete. A mobilização integra a campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, da qual a Contraf-CUT e todo o movimento sindical participam.

A diretora do Sindicato Mônica Brull, falou ao microfone durante a manifestação e reforçou a importância do posicionamento político para o feminismo, de ocupar espaços e da importância da união. "A educação das crianças também é crucial, pois o entorno das famílias ainda são estruturas machistas. Nas palavras de Simone de Beauvoir, 'nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos nunca são adquiridos; é preciso permanecer vigilante a vida inteira'", destacou.

Segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero, o país registrou, somente no primeiro semestre de 2025, uma média de quatro vítimas de feminicídio e 187 vítimas de estupro por dia. No ano passado, 1.492 mulheres foram assassinadas por razões de gênero, o maior número desde a criação da lei de feminicídio em 2015. A tendência de alta permanece em 2025.

Os protestos deste domingo foram marcados por cruzes pretas, faixas com nomes de vítimas, fotos recentes de mulheres assassinadas por parceiros e ex-parceiros, além de discursos direcionados ao sistema de Justiça e aos governos estaduais por falhas em medidas protetivas.

A força da organização e a luta da categoria bancária

No ramo financeiro, a violência de gênero é um problema que ultrapassa os muros do lar e se manifesta de diversas formas no mercado de trabalho, desde a desigualdade salarial até o assédio moral e sexual. É por isso que a luta dos bancários e bancárias vai além das campanhas salariais e se consolida na defesa de um ambiente de trabalho e de uma sociedade livres de misoginia.

"O feminicídio é apenas a face mais extrema da misoginia que se manifesta de inúmeras formas, incluindo o assédio e a desigualdade de oportunidades que as mulheres enfrentam todos os dias, inclusive no setor financeiro", afirma Fernanda Lopes, secretária da Mulher da Contraf-CUT. "A presença massiva nas ruas no domingo reforça que nossa luta não se restringe à CCT, mas é pela vida e dignidade de cada mulher brasileira”.

 

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

Outras notícias