Bradesco gera apreensão com retirada de caixas eletrônicos das unidades de negócios

05/02/2026

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Bradesco gera apreensão com retirada de caixas eletrônicos das unidades de negócios

O Sindicato visitou, nos últimos dias, diversas agências/unidades de negócios do Bradesco, em Belo Horizonte, e constatou a previsão de retirada dos caixas eletrônicos destes locais. De acordo com relatos de funcionárias e funcionários, os espaços serão transformados em “escritórios de negócios” e a situação tem gerado apreensão.

Após contato da entidade para apurar o caso, a Diretoria Regional do Bradesco em Minas Gerais confirmou as mudanças. Segundo o banco, a Matriz estuda e monitora, constantemente, a utilização dos equipamentos nas unidades e chegou à conclusão de que não há movimento que sustente a permanência dos caixas eletrônicos.

Ainda de acordo com a Diretoria Regional, trata-se de um projeto piloto a ser realizado entre março e abril de 2026. As unidades afetadas, em Belo Horizonte, são: Buritis, Belvedere, Guarani, Palmares, Floresta, Antônio Carlos, Barro Preto e Bairro Ouro Preto.

"Deixamos clara a nossa preocupação com a manutenção dos empregos e os representantes do banco afirmaram que não haverá demissões. De acordo com a Diretoria Regional, funcionárias e funcionários serão realocados nos próprios escritórios, em suas agências de origem, plataformas digitais e departamentos”, relatou Giovanni Alexandrino, funcionário do Bradesco e diretor de Organização do Ramo Financeiro do Sindicato.

O dirigente denunciou, porém, que o Bradesco segue com sua estratégia de fechamento de agências, empurrando clientes e usuários para correspondentes bancários e plataformas digitais. “Tanto bancários quanto clientes estão indignados com a situação, que dificulta ainda mais o atendimento. Para se ter ideia, nos últimos três anos, foram 35 agências fechadas em Belo Horizonte e região, além de mais de 450 demissões de pais e mães de família. Que vergonha, Bradesco”, criticou Giovanni.

Carlos Augusto Vasconcelos (Mosca), também funcionário do Bradesco e diretor do Sindicato, destacou que a entidade vem recebendo diversos relatos de bancários apreensivos. “As pessoas estão com medo de perder seus empregos e, por isso, cobramos do banco responsabilidade social e respeito com a categoria”, afirmou.

 

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