Itaú lucra R$ 46,8 bilhões em 2025, mas segue fechando agências e postos de trabalho

05/02/2026

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Itaú lucra R$ 46,8 bilhões em 2025, mas segue fechando agências e postos de trabalho

O Itaú Unibanco registrou lucro líquido gerencial de R$ 46,830 bilhões em 2025, com crescimento de 13,1% em relação a 2024 e de 3,7% na comparação trimestral. Porém, mesmo com desempenho robusto, o banco segue promovendo cortes na estrutura e no quadro de pessoal.

Em doze meses, o Itaú fechou 3.535 postos de trabalho, sendo 916 apenas no último trimestre de 2025, encerrando o ano com 82.693 funcionários no Brasil. No mesmo período, o banco fechou 319 agências físicas, enquanto a base de clientes cresceu em 1,8 milhão, totalizando mais de 100 milhões de clientes ao final de dezembro.

De acordo com o relatório do Itaú, o resultado foi impulsionado pelo crescimento da margem financeira com clientes (+12,1%), associado ao aumento do volume de crédito, maior margem de passivos e ganhos com capital próprio. 

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$ 49,0 bilhões, queda de 0,4% em doze meses, enquanto as despesas de pessoal, incluindo a PLR, cresceram 8,4%, totalizando R$ 33,9 bilhões. Ainda assim, essas despesas foram cobertas em 144,3% pelas receitas com serviços e tarifas.

Para a coordenadora da COE Itaú, Maria Izabel Menezes, os números evidenciam uma contradição entre o lucro elevado e a política de cortes adotada pelo banco. “O Itaú apresenta um lucro bilionário, amplia sua carteira de crédito e bate recordes de rentabilidade, mas continua fechando agências e eliminando milhares de postos de trabalho. É uma lógica que prioriza apenas o ganho financeiro, sem considerar o impacto sobre os trabalhadores e a qualidade do atendimento à população”, criticou Maria Izabel.

“Os bancários são fundamentais para esses resultados e merecem valorização, mais contratações e melhores condições de trabalho. Não é aceitável que o banco se torne mais eficiente às custas da sobrecarga dos funcionários e da precarização dos serviços”, finalizou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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