Bancárias e bancários de todo o país realizam, nesta quinta-feira, 19, um Dia Nacional de Luta no Mercantil orientado pela Contraf-CUT. O Sindicato visita, durante todo o dia, agências em diferentes municípios da base de Belo Horizonte e região para conversar com os trabalhadores e clientes do banco.
O objetivo é cobrar a valorização de funcionárias e funcionários, assim como denunciar as pressões pelo cumprimento de metas abusivas, a mudança unilateral de regras em programas de premiação e a falta de segurança nas unidades.
A decisão pela mobilização foi tomada após o aumento das denúncias de trabalhadores sobre o agravamento das condições de trabalho no banco. Entre os principais problemas, estão metas inalcançáveis, medo de punições e demissões, o que tem causado o adoecimento de bancárias e bancários. Outro ponto central é a cobrança por mais segurança nas unidades do banco.
O diretor do Sindicato e coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil, Vanderci Antônio da Silva, criticou a postura da instituição diante das reivindicações. “A indignação da COE é que lutamos para que o banco coloque segurança armada em suas dependências para proteção dos funcionários e clientes, mas o banco nega. Em contrapartida, chama a polícia para trabalhadores, como aconteceu no ato em Maceió nesta quinta-feira. É um absurdo”, afirmou.
“Durante este Dia Nacional de Luta, os sindicatos de todo o país também estão conversando com clientes e usuários do banco para expor a situação vivida por bancárias e bancários do Mercantil. Não aceitamos uma gestão que deteriora o ambiente de trabalho e adoece funcionários. As bancárias e os bancários do Mercantil querem trabalhar com dignidade”, destacou Marco Aurélio Alves, funcionário do banco e diretor do Sindicato.
Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT