Sindicato exige o fim de irregularidades na jornada de trabalho do Itaú

10/04/2026

Itaú
Sindicato exige o fim de irregularidades na jornada de trabalho do Itaú

Após receber dezenas de denúncias de funcionárias e funcionários do Itaú, o Sindicato enviou ofício para exigir que o banco respeite a jornada de trabalho e combata a prática de assédio dentro das agências. Conforme relatos, o Itaú vem impondo intervalo de almoço maior que o permitido para bancários de seis horas, obrigando-os a ficarem até mais tarde na agência.

No ofício, o Sindicato denunciou que funcionárias e funcionários são obrigados por gestores (as) a realizar uma hora de almoço, o que afronta a legislação trabalhista, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e também o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de compensação de jornada de trabalho vigente. O acordo assinado com o banco é de que, para quem trabalha na jornada de seis horas, o intervalo máximo deve ser de 30 minutos nos casos de realização de horas extras suplementares.

“Esta prática pode estar sendo usada por diversos gestores para ocultar horas extras realizadas por bancárias e bancários, o que é uma violação dos direitos dos trabalhadores. Não vamos aceitar e não vamos nos calar”, destacou Marselha Lisboa, funcionária do Itaú e diretora da Fetrafi-MG.

No documento encaminhado ao banco, o Sindicato também apontou que há indícios de uso irregular do banco de horas, além de relatos de pressão e constrangimento por parte da gestão. Isto pode caracterizar assédio moral organizacional.

“O Itaú não pode e não vai descumprir nossa CCT, a lei trabalhista e o nosso ACT. O que recebemos nas denúncias é um claro indício de artifícios utilizados para tentar burlar o controle da jornada de trabalho e tentar esconder o que está sendo feito de errado. Exigimos o fim destas práticas e tomaremos todas as medidas cabíveis para defender e proteger os trabalhadores”, destacou Ramon Peres, funcionário do Itaú e presidente do Sindicato.

 

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