Coletivo de Segurança do Ramo Financeiro debate fraudes e precarização da segurança nos bancos

23/04/2026

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Coletivo de Segurança do Ramo Financeiro debate fraudes e precarização da segurança nos bancos

O Coletivo Nacional de Segurança do Ramo Financeiro se reuniu, nesta quarta-feira, 22, para debater os principais problemas enfrentados nas unidades bancárias em todo o país. Mônica Brull, diretora do Sindicato, integra o Coletivo e participou da reunião online, que contou com representantes de diversas partes do país.

Entre os temas centrais discutidos estiveram a retirada das portas de segurança, a falta de medidas efetivas de proteção nas unidades de atendimento, além do crescimento das fraudes e dos golpes digitais. Também foi destacada a preocupação com o aumento de roubos em áreas de autoatendimento, especialmente em períodos de maior movimentação, como dias de pagamento de aposentados e datas de pico bancário.

“Destacamos, na mesa, a importância da manutenção da vigilância armada mesmo em agências de negócios, assim como de reforçar condições de segurança nos municípios em que os bancos estão fechando agências e sobrecarregando as remanescentes. É fundamental manter o tema da segurança na minuta de reivindicações da categoria e cobrar dos bancos a implementação efetiva e real da Comissão de Segurança Bancária”, afirmou Mônica Brull.

Durante a reunião, os participantes avaliaram que o cenário exige atualização das reivindicações da categoria devido às novas formas de violência e criminalidade que atingem o setor. Por isso, foi definido que será renovada a minuta de reivindicações de segurança que integrará a Campanha Nacional 2026, incorporando os problemas levantados pelas bases.

A Contraf-CUT encaminhará às federações as cláusulas atualmente existentes nos acordos coletivos, com o objetivo de subsidiar os debates nas conferências regionais e estaduais que antecedem a construção da pauta nacional. Em Minas Gerais, a Conferência Estadual está agendada para os dias 22 e 23 de maio. Já no final de junho, a minuta da categoria será fechada na Conferência Nacional.

Para o coordenador do Coletivo Nacional de Segurança do Ramo Financeiro, Jair Alves, o processo de escuta das bases é fundamental para enfrentar os novos desafios do setor. “A realidade da segurança bancária mudou muito nos últimos anos. Hoje lidamos não apenas com assaltos físicos, mas também com o crescimento acelerado das fraudes digitais e da violência nos espaços de autoatendimento. Por isso, é essencial ouvir as bases em todo o país para construir uma pauta atualizada, que garanta proteção efetiva para trabalhadores e clientes”, destacou Jair Alves.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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