Movimento sindical cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi
11/05/2026
Banco do Brasil
O movimento sindical e as entidades representativas dos funcionários do Banco do Brasil voltaram a cobrar a retomada imediata sobre a mesa de negociação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). Desde a última rodada, em 11 de dezembro de 2025, não houve avanço efetivo na construção de uma solução estrutural para o custeio do plano de saúde.
Na ocasião, representantes dos trabalhadores apresentaram propostas para reforçar o caixa e o capital regulatório da Cassi, incluindo o adiantamento de dez valores referentes ao 13º salário e a antecipação das despesas administrativas de 2026. O Banco do Brasil, entretanto, recusou o pedido e apresentou como contraproposta apenas a antecipação de três valores do 13º salário — medida considerada insuficiente pela representação dos funcionários.
Passados vários meses desde aquela reunião, nenhuma nova proposta foi apresentada pelo banco, e o único movimento concreto foi justamente a antecipação parcial desses três valores, sem que houvesse avanço nas discussões estruturais sobre o financiamento do plano.
“O BB precisa retomar imediatamente as negociações e apresentar propostas concretas que assegurem a manutenção do modelo solidário e a estabilidade da Cassi para trabalhadores e aposentados", afirmou Matheus Fraiha, diretor do Sindicato e representante da Fetrafi-MG na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).
Negociação paralisada preocupa trabalhadores
A mesa de negociação havia sido instalada em 27 de novembro de 2025, quando as entidades sindicais já alertavam para a necessidade de garantir segurança financeira à Cassi e construir uma solução sustentável de longo prazo. Naquele encontro, o banco não apresentou alternativas para o custeio, comprometendo-se apenas a avaliar as reivindicações e retornar posteriormente com respostas — o que, até o momento, não ocorreu.
Para as entidades representativas, o prolongamento do impasse gera insegurança para associados, prestadores e para o próprio futuro da assistência à saúde dos funcionários.
Defesa do modelo solidário e igualdade de acesso
O movimento sindical reafirma que a solução para a Cassi passa pela manutenção do modelo solidário do plano, com custeio na proporção de 70% para o patrocinador e 30% para os participantes, princípio histórico que garante sustentabilidade e acesso coletivo à assistência à saúde. Outro ponto central é a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados e daqueles admitidos no BB após 2018. Para a representação dos funcionários, a existência de diferentes regras de acesso fragiliza o modelo solidário e compromete o futuro da Cassi.
Banco precisa assumir compromisso com a saúde dos trabalhadores
A coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, reforça que o banco precisa assumir responsabilidade direta na construção da solução. “O Banco do Brasil precisa se comprometer com uma resolução definitiva para o custeio da Cassi. São os funcionários que constroem o banco diariamente, e a saúde deve ser um compromisso institucional do BB com seus trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou.
Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT