CAIXA segue sem responder propostas de proteção às mulheres e é cobrada por respeito à negociação

CAIXA segue sem responder propostas de proteção às mulheres e é cobrada por respeito à negociação

Quase dois meses após a reunião realizada em 31 de março, entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da CAIXA e a direção do banco, a representação dos trabalhadores segue cobrando respostas para propostas destinadas a fortalecer a proteção às mulheres vítimas de violência doméstica, institucional e de assédio no ambiente de trabalho. Em abril, já havia sido feita uma cobrança.

Entre os principais pontos apresentados pela CEE, está a garantia de que empregadas vítimas de violência que precisem ser transferidas de unidade para preservar sua integridade física e psicológica não sofram prejuízos financeiros ou profissionais. A proposta prevê a manutenção da remuneração de função, da referência salarial e das condições relacionadas ao porte da unidade de origem, evitando que a proteção à vítima resulte em perda de renda ou rebaixamento funcional.

A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária possui cláusulas específicas voltadas ao enfrentamento da violência contra as mulheres, incluindo mecanismos de acolhimento, proteção e orientação às trabalhadoras vítimas de violência doméstica. Para a representação dos empregados, é preciso avançar para que esses instrumentos sejam efetivos também na realidade da CAIXA.

Mulheres ainda são minoria nos espaços de poder

A cobrança da representação dos empregados também inclui o cumprimento da política de participação feminina nos espaços de direção da empresa. As entidades lembram que a CAIXA assumiu, em seu Estatuto Social, o compromisso de assegurar a presença mínima de 30% de mulheres nos cargos de direção. A reivindicação é que essa meta seja observada em todos os níveis hierárquicos, incluindo vice-presidências, diretorias e o Conselho de Administração.

A cobrança ganha ainda mais relevância diante da recente aprovação da legislação que estabelece reserva mínima de 30% das vagas para mulheres nos conselhos de administração das empresas estatais.

Avançar da prevenção à proteção efetiva

Para a CEE/Caixa, o fortalecimento dos mecanismos de acolhimento às mulheres vítimas de violência, o cumprimento da participação mínima feminina nos espaços de poder e o respeito às negociações coletivas fazem parte de uma mesma agenda: construir um ambiente de trabalho mais seguro, inclusivo e comprometido com a igualdade.

As entidades aguardam que a CAIXA apresente, nas próximas reuniões, respostas concretas às propostas encaminhadas pela representação dos empregados e empregadas, transformando compromissos institucionais em medidas efetivas de proteção e valorização das mulheres.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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