Integrantes da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da CAIXA participaram, nesta quarta-feira, 27, da cerimônia em comemoração aos cinco anos do programa Acolhe, criado para atender a conquista da Campanha Nacional dos Bancários de 2020. O programa presta atendimento e acolhimento para empregadas em situação de violência doméstica e familiar, por meio de uma equipe multidisciplinar. A cerimônia reuniu representantes das entidades sindicais, empregados, gestores do banco e especialistas que contribuíram para a implementação da iniciativa.
Durante a abertura, a superintendente Nacional de Estratégia de Pessoas e Relacionamento com o Empregado da Caixa, Ana Cláudia Souza, destacou que o programa representa um compromisso institucional com a proteção das mulheres. Segundo ela, o Acolhe foi construído “a muitas mãos”, com participação de empregados e das entidades representativas dos trabalhadores.
O movimento sindical acompanha o cumprimento da iniciativa. No entanto, ainda é preciso avançar para garantir uma política mais ampla de proteção às vítimas. Entre as principais reivindicações da representação dos empregados está a garantia de preservação da função e da remuneração das trabalhadoras que precisam ser transferidas de local de trabalho por razões de segurança.
Representando as mulheres da CEE/Caixa no evento, a presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana Oliveira, que também é integrante da Comissão Nacional de Diversidade da CAIXA, destacou a importância do programa, e alertou sobre a necessidade do avanço, para que assim ocorra uma maior preservação de trabalhadores.
“A cláusula já garante transferência sem necessidade de ordem judicial ou medida protetiva. Basta a empregada informar que está em situação de violência e que permanecer naquele local representa risco à sua integridade física”, afirmou Tatiana Oliveira.
O tema foi levado à mesa de negociação com a CAIXA em março deste ano, mas ainda sem devolutiva concreta por parte do banco. Para o CEE/Caixa, o enfrentamento à violência contra as mulheres exige atuação conjunta de empresas, entidades sindicais, poder público e sociedade.
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Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT