Campanha Nacional 2026: negociação sobre saúde acontece sob clima de ameaças

22/07/2026

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Campanha Nacional 2026: negociação sobre saúde acontece sob clima de ameaças

Ameaças à manutenção da mesa única, às cláusulas de saúde e recusa em discutir saídas para o endividamento da categoria. Esse foi o resumo da postura da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nesta terça-feira, 21, durante a quarta rodada de negociações da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários 2026. A posição de separar a mesa única foi proposta pelo negociador da Fenaban, Adauto Duarte, que foi questionado, inclusive, pelos próprios representantes dos bancos públicos na mesa.

“Hoje, tivemos uma negociação muito ruim, que não andou, porque a Fenaban não quis negociar. Iniciou o encontro ameaçando a manutenção da mesa única, com a tentativa de separar os bancos públicos dos privados. Nós não aceitaremos em hipótese alguma”, destacou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional. “A mesa única protege tanto os trabalhadores de bancos públicos quanto os dos bancos privados, e é por isso que eles querem promover a divisão da categoria”, completou.

“Nossa unidade nacional e a construção da mesa única foram responsáveis por avanços nas últimas décadas e impediram a retirada de direitos após a reforma trabalhista, nos governos Temer e Bolsonaro. Além disso, quando bancos públicos negociavam separadamente, no governo FHC, vivemos anos de reajuste zero. Por isso, é um ataque dos bancos propor o desmembramento”, destacou Ramon Peres, presidente do Sindicato que participa das negociações.

Endividamento da categoria

A Fenaban trouxe resposta sobre um programa de juros baixos para os bancários saírem das dívidas, proposto pelo Comando Nacional na mesa anterior. Os bancos apresentaram dados que não convenceram os trabalhadores e negaram o pedido. Já a única proposta apresentada pela Fenaban para a redução do endividamento foi terminar logo a Campanha Nacional e adiantar o pagamento da PLR.

Saúde e condições de trabalho

O movimento sindical destacou que, em 2024, a categoria bancária representou 25% do total de afastamentos acidentários por doença mental pelo INSS. Os transtornos mentais são, inclusive, responsáveis por mais da metade dos afastamentos na categoria

A seguir, o resumo das reivindicações da categoria relacionadas à saúde:

  • Fim das metas abusivas
  • Combate ao assédio moral, organizacional e algorítmico
  • Limites à vigilância digital e ao controle por algoritmos
  • Serviços médicos que acolham os trabalhadores adoecidos
  • Nenhuma perda de remuneração durante o adoecimento
  • Prevenção de riscos psicossociais — implementação da NR-1 e da NR-17

Fechamento da mesa

“Após a apresentação dos dados pelo Comando, a Fenaban travou a mesa, criando falsas polêmicas e ameaçando retirar todas as cláusulas de saúde já conquistadas na CCT. Nós, do Comando, reiteramos que a pauta da saúde é fundamental. Não vamos concluir a negociação sem discutir esse tema. E a mesa única é o lugar onde esse tema deve ser tratado”, destacou Juvandia.

Após mais um pedido de intervalo, a Fenaban concordou em continuar a negociação de saúde na próxima mesa, agendada para o dia 30 de julho.

Dia Nacional de Mobilização

O Comando Nacional aprovou a realização de um Dia Nacional de Luta e Mobilização, em 28 de julho, para reforçar as reivindicações da Campanha em todo o país. Mais informações serão divulgadas em breve.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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