CAIXA: Promoção por Mérito é conquista sindical e precisa ser paga em janeiro
30/07/2026
Caixa Econômica Federal
A Promoção por Mérito da CAIXA é resultado da organização das empregadas e empregados e da negociação permanente conduzida pelo movimento sindical. Por meio dos chamados deltas (referências que representam avanços na estrutura salarial), o programa complementa a remuneração e contribui para a valorização profissional do quadro de pessoal.
A concessão de um delta representa um acréscimo médio de 2,31% no salário-base dos empregados elegíveis. Em 2025, a distribuição linear de um delta, conquistada pela representação dos trabalhadores, levou aproximadamente R$ 360 milhões para a remuneração do pessoal da CAIXA e para a economia do país.
“A Promoção por Mérito não é uma concessão da direção do banco. É uma conquista construída pela mobilização e pela negociação coletiva. Estamos falando de uma progressão que passa a compor a remuneração mensal e faz diferença concreta na vida das empregadas e empregados”, ressaltou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Luiza Hansen.
Pagamento precisa ser feito em janeiro
Apesar da importância da promoção para a composição da remuneração, os deltas referentes ao ano-base 2025 foram pagos somente em abril de 2026. A CEE cobra que o banco conclua todo o processo de apuração em tempo hábil para que o pagamento seja realizado na folha de janeiro do ano seguinte, pois o atraso reduz o efeito econômico da progressão e prejudica empregados que já cumpriram os critérios estabelecidos.
A efetivação do pagamento em janeiro já havia sido conquistada para o delta referente ao ano-base 2024. Naquele ciclo, a negociação entre a CEE e o banco garantiu a distribuição linear de um delta aos elegíveis e o crédito ainda no primeiro mês do ano. O atraso ocorrido em 2026 reforça a necessidade de incluir um prazo obrigatório no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Critérios claros e acessíveis
A pauta de reivindicações propõe transformar a Promoção por Mérito em uma sistemática anual e permanente, com critérios claros e objetivos, referente sempre ao ano-base imediatamente anterior. “É preciso consolidar no ACT aquilo que foi construído pela luta sindical. A promoção não pode depender, a cada ano, de decisões administrativas ou de justificativas operacionais. Queremos uma regra permanente, negociada e com pagamento obrigatório em janeiro”, destacou o representante da Contraf-CUT na mesa de negociações com a Caixa, Lívio Santos e Assis.
A vacinação contra a gripe integrou, em 2024 e 2025, as ações de qualidade de vida que podem ser consideradas na Promoção por Mérito, mas a CAIXA restringia o reconhecimento aos registros vinculados à campanha promovida pelo próprio banco. Uma das reivindicações é a aceitação dos comprovantes de vacinação emitidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e por clínicas particulares.
Novas perspectivas de carreira
Para a CEE, o debate não pode se limitar aos critérios anuais. A Promoção por Mérito precisa estar integrada à construção de um novo Plano de Cargos e Salários (PCS) e de um novo Plano de Funções Gratificadas (PFG), com a participação dos empregados. Também é reivindicada a abertura de novo prazo para a migração dos empregados vinculados ao PCS de 1998 para a Estrutura Salarial Unificada (ESU), com enquadramento compatível e acesso aos deltas e demais mecanismos de progressão.
Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT