Itaú: Sindicato mantém vigilância para assegurar garantia do direito de greve

13/08/2026

Itaú
Itaú: Sindicato mantém vigilância para assegurar garantia do direito de greve

O Sindicato apresentou representação no Ministério Público do Trabalho (MPT) contra o Banco Itaú sobre possível conduta atentatória ao direito de organização e ao direito de greve pelos trabalhadores em razão do comunicado emitido pela instituição financeira, no dia 23/07/2026, cujo teor orientava aos trabalhadores “que, em contextos de paralisação, os colaboradores levem consigo seus equipamentos e pertences pessoais, uma vez que o acesso às dependências das unidades poderá sofrer restrições em razão dos efeitos das paralisações.”

No despacho inicial, o MPT reconheceu que a orientação do Itaú poderia gerar “dúvida, receio ou constrangimento entre os trabalhadores” caso a retirada dos equipamentos estivesse ligada à expectativa de continuidade do trabalho, ao controle de acessos remotos, à cobrança de produtividade ou à aplicação de consequências funcionais.

O Itaú apresentou manifestação e tentou justificar a orientação como um gesto de cuidado. Segundo o banco, a “preocupação corporativa” seria evitar que os empregados ficassem impossibilitados de recuperar bens de sua propriedade em caso de fechamento da unidade. “O Itaú quer se mostrar preocupado com os trabalhadores. Mas, se a questão são os itens pessoais, por que orientar também a retirada de equipamentos de trabalho justamente diante da possibilidade de paralisações?”, questionou Ramon Peres, presidente do Sindicato.

Na mesma resposta, dada a atuação do Sindicato, o Itaú deixou, por escrito, que se referiu a equipamentos e pertences pessoais - não os institucionais -, que não houve convocação para trabalho remoto, nem orientação ou determinação para comparecimento remoto, nem conexão remota ou manutenção das atividades durante uma paralisação. Afirmações registradas oficialmente ao MPT.

“Portanto, se a categoria decidir parar, não pode haver pressão de gestores, cobrança de produtividade, exigência de login ou tentativa de transferir o trabalho para o home office. Se ocorrerem estas práticas, o Sindicato apresentará uma nova denúncia ao MPT, tendo a própria resposta do banco como elemento para demonstrar a contradição. Vamos acompanhar de perto e bancárias e bancários podem enviar denúncias, com total garantia do sigilo”, afirmou Ramon.

Atenção: durante a Campanha Nacional, mobilização é direito e qualquer orientação que tente esvaziar uma paralisação será acompanhada de perto e pode configurar uma violação à garantia constitucional de greve. O Sindicato está de olho no Itaú e em todos os bancos, sempre ao lado categoria.

 

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