Bancárias e bancários realizam Dia Nacional de Luta no Santander por proposta decente
08/10/2026
Santander
Bancárias e bancários do Santander realizam nesta quinta-feira, 8 de outubro, um Dia Nacional de Luta. Na base do Sindicato, em Belo Horizonte e Contagem, sete unidades tiveram suas atividades paralisadas como parte da mobilização que exige o retorno do banco à mesa de negociação sobre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) aditivo, assim como a apresentação de uma proposta decente.
Em reunião realizada com a Comissão de Organização dos Empregados (COE), no dia 1º de outubro, o Santander tratou os trabalhadores com desrespeito. Na ocasião, após rejeição de uma proposta apresentada, o Santander se retirou da mesa, interrompendo as negociações sem maiores esclarecimentos.
Sendo assim, as mobilizações desta quinta-feira, 8, se dão em resposta à postura do banco, que insiste em apresentar propostas insuficientes e se nega a negociar. O Sindicato está ao lado das bancárias e bancários do Santander por avanços e condições dignas de trabalho.
“O desrespeito a bancárias e bancários, seja no dia-a-dia ou durante as negociações é inaceitável. O Santander se negou a apresentar uma contraproposta, e deixou as negociações sem resposta adequada às nossas reivindicações. Nos mobilizamos hoje por valorização, transparência e respeito”, afirma Paula Moreira, diretora do Sindicato e funcionária do Santander.
Trabalhadores querem negociação de verdade e proposta decente!
Entenda as principais reivindicações
PPRS: valorização do PPRS, sem redução do ganho real, regras claras e transparência nos critérios e proteção para que indicadores institucionais, como NPS, não sejam usados para reduzir remuneração variável ou punir funcionários.
Plano de saúde: a COE cobra providências para os problemas enfrentados pelos funcionários com o plano de saúde, especialmente na Bahia e no Distrito Federal. Além disso, i senção de coparticipação para trabalhadores com doenças raras, crônicas, degenerativas, Aids, PCDs e seus dependentes legais nessas condições.
Hipersuficientes: fim do assédio a funcionários com diploma de nível superior e salário acima de dois tetos da Previdência, os chamados “hipersuficientes”, para a assinatura de acordos individuais de alteração do contrato de trabalho. Os direitos do ACT devem valer para todos, independentemente de salário, cargo ou escolaridade, e alterações contratuais precisam passar por negociação coletiva.
“O Sindicato está aqui por todos e todas! Hoje, estivemos junto de bancárias e bancárias do Santander em mobilização por avanços nos direitos. Não aceitaremos propostas que ignorem nossas reivindicações, e principalmente, não aceitaremos o desrespeito com a categoria. Seguimos firmes em busca de valorização real”, destaca Wagner dos Santos, funcionário do Santander e diretor do Sindicato.