COE Itaú cobra ampliação de indenização por fechamento de agências e avanços na renovação do ACT
08/10/2026
Itaú
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu com a direção do banco, nesta quarta-feira, 7, para discutir a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) Macro e a ampliação da indenização adicional aos bancários demitidos em razão do fechamento de agências. A representação dos trabalhadores também cobrou avanços em questões relacionadas ao teletrabalho, banco de horas, saúde e condições de trabalho.
Durante a reunião, o Itaú apresentou dados referentes a direitos previstos no atual ACT. Em relação ao teletrabalho, o banco informou que cerca de 50 mil empregados, o equivalente a 67% do quadro de funcionários, trabalham em regime híbrido.
Sobre o banco de horas, foram apresentados números de horas extras pagas e compensadas: aproximadamente 10 mil horas foram remuneradas e outras 23 mil compensadas. O movimento sindical solicitou que o Itaú detalhe quantas dessas horas foram realizadas aos sábados, domingos e feriados. O banco se comprometeu a apresentar as informações na próxima reunião.
Em relação às bolsas de educação, o Itaú informou que disponibiliza 5.661 bolsas para graduação, pós-graduação e segunda graduação, das quais 4.691 foram concedidas aos bancários.
COE cobra ampliação da indenização por demissões
Um dos principais pontos da reunião foi a reivindicação de ampliação da indenização adicional aos trabalhadores desligados em decorrência do fechamento de agências. Segundo o próprio Itaú, 235 agências foram encerradas apenas entre janeiro e outubro de 2026.
A COE voltou a defender que o benefício seja estendido a todos os bancários da rede de agências do Varejo e Digital, incluindo o segmento Empresas e os empregados que pedem demissão. A representação dos trabalhadores também reivindicou o aumento dos valores pagos, destacando que os lucros apresentados pelo Itaú nos últimos balanços demonstram que o banco tem condições financeiras de atender à demanda.
A cobrança ocorre em meio ao processo de reestruturação promovido pelo Itaú, marcado pelo fechamento de agências e pela redução do quadro de funcionários. Em apenas um ano, o banco eliminou mais de 4 mil postos de trabalho, segundo os dados apresentados pela representação dos trabalhadores.
A representação dos trabalhadores ressaltou que a reestruturação tem consequências diretas para a vida dos bancários e suas famílias, tornando ainda mais necessária a ampliação das medidas de proteção aos trabalhadores. O Itaú ficou de apresentar uma resposta às reivindicações na próxima reunião.
Transparência, banco de horas e saúde também estão na pauta
Na discussão sobre a renovação do ACT Macro, o movimento sindical destacou a importância de fortalecer os mecanismos de acompanhamento e fiscalização das condições de trabalho pelos sindicatos, garantindo mais segurança e proteção aos empregados.
Entre as reivindicações, estão mais transparência nos mecanismos de monitoramento do trabalho, elaboração conjunta de termos de ciência, discussão sobre as ferramentas utilizadas para medir o desempenho dos empregados, além da garantia de feedback e revisão humana das avaliações.
Outro ponto defendido pela representação dos trabalhadores é que a compensação do banco de horas seja definida de comum acordo entre empregado e empregador, sem imposição unilateral das datas pelo Itaú.
O movimento sindical também quer avançar nas negociações sobre saúde e condições de trabalho, especialmente na implementação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), conforme previsto na nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.
“A renovação do ACT Macro é fundamental para preservar direitos, ampliar conquistas e garantir instrumentos de proteção diante das mudanças promovidas pelo banco. O Sindicato seguirá cobrando respostas do Itaú e avanços concretos nas negociações, especialmente diante dos impactos da reestruturação e da redução de postos de trabalho sobre os bancários”, afirma Valeska Pincovai, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados do Itaú (COE).
Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com SP Bancários