Manifesto: em defesa do nosso patrimônio e contra o desmonte do Brasil

08/10/2026

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Manifesto: em defesa do nosso patrimônio e contra o desmonte do Brasil

Trabalhador e trabalhadora: o que está em jogo, hoje, não é apenas um debate burocrático sobre a gestão de empresas públicas, mas a própria soberania do Brasil e o direito do povo a uma vida digna. O candidato à presidência Flávio Bolsonaro já confessou o seu projeto de desmonte nacional ao afirmar que pretende privatizar 95% das nossas estatais. É preciso ter clareza: entregar essas empresas ao capital privado é submeter o país à lógica do lucro a qualquer custo. É concentrar a riqueza nas mãos de acionistas e socializar a conta, o encarecimento da vida e a precarização dos serviços para o povo brasileiro.

Pense na Caixa. Ela não é apenas um banco, mas uma trincheira de defesa das políticas sociais. É a garantia de que o sonho da casa própria, através do Minha Casa, Minha Vida, não seja sequestrado pelo mercado imobiliário privado. É a Caixa que assegura que o Bolsa Família, o seguro-desemprego, o FGTS e o Pé-de-Meia cheguem às mãos da população mais vulnerável. Sem uma CAIXA pública e forte, o crescimento com justiça social é impossível.

O Banco do Brasil é outro gigante sob ameaça. É ele o verdadeiro motor da agricultura familiar, o setor que efetivamente coloca comida em nossa mesa. Enquanto os bancos privados cobram taxas extorsivas e fogem de investimentos de longo prazo, o BB, por meio do Pronaf, oferece crédito justo para que o pequeno produtor compre insumos e modernize sua lavoura. Privatizar o Banco do Brasil é entregar o controle da nossa segurança alimentar à especulação financeira, correndo o risco de ver a inflação dos alimentos explodir novamente.

Em Minas Gerais, o BDMG é a salvação de municípios que precisam investir em saneamento, saúde, educação e no combate aos desastres naturais. Não é interesse da iniciativa privada levar infraestrutura para onde a população não tem como pagar pedágios e tarifas altíssimas.

No âmbito nacional, o BNDES é o nosso principal escudo contra a estagnação. Ele financia o desenvolvimento de longo prazo, a inovação e a transição climática, focando na geração de empregos e na distribuição de renda. O mercado financeiro privado jamais faria isso, pois vive da rentabilidade imediata e da especulação.

Habitação popular, comida barata, infraestrutura digna e desenvolvimento estratégico não podem ser tratados como mercadoria. A experiência já nos mostrou que privatizar é sinônimo de apagões, desastres e serviços precários. Não podemos permitir que entreguem o patrimônio construído por gerações de brasileiros para agradar o "mercado" e interesses estrangeiros. Defender nossos bancos públicos e nossas estatais é defender o futuro do nosso país e a dignidade do nosso povo.

Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

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