BB: para funcionários, estratégia 2024-2028 precisa reforçar papel do banco público

01/11/2023

Banco do Brasil
BB: para funcionários, estratégia 2024-2028 precisa reforçar papel do banco público

Em reunião com a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), nesta segunda-feira, 30, representantes do BB apresentaram o Plano Estratégico Corporativo da empresa para o período 2024-2028. Foi feito um balanço das mudanças recentes do sistema financeiro que impactam na posição do banco em relação às demais empresas do setor.

Se, em 2016, cada pessoa física ou jurídica tinha, em média, relacionamento com duas instituições financeiras, atualmente, esta média é de cinco instituições. Parte da explicação está na ampliação de agentes do sistema financeiro, como as fintechs. Neste cenário de digitalização, o plano estratégico considera a continuidade nos investimentos em transformação digital e “desenvolvimento de liderança engajadora e o aprendizado contínuo de todos os funcionários”. A CEBB destacou que, como banco público, o BB tem papel estratégico na democratização financeira e deve se preocupar em oferecer um bom atendimento a todos os perfis de clientes, seja nas grandes ou pequenas cidades.

Um dado importante, apresentado para ilustrar a proposta do plano estratégico, foi que metas que haviam sido estabelecidas para 2023 já tinham sido superadas no primeiro semestre. Apesar de o plano do BB incluir “assegurar um ambiente de trabalho psicologicamente saudável”, a CEBB demonstrou preocupação em relação às metas por resultados, que não podem significar uma gestão adoecedora.

“Preocupação com os funcionários, com o desenvolvimento do país, através das políticas sociais, e com o atendimento da população. Essas devem ser as prioridades do BB, e não ficar disputando com quem lucra mais. Foi isso o que destacamos na mesa: o espírito público do BB tem que ser fortalecido”, pontuou o diretor do Sindicato e representante da Fetrafi/MG na CEBB, Rogério Tavares.

Os representantes do banco reconheceram que, na gestão anterior, houve redução no número de agências, principalmente em cidades pequenas, e de funcionários. Segundo a atual gestão, o plano para os próximos anos não prevê mais diminuição e há expectativa de posse de 6 mil funcionários até 2025.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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