CAIXA: terceirização gera insegurança para clientes

CAIXA: terceirização gera insegurança para clientes

Um trabalhador terceirizado da CAIXA foi preso em flagrante pela Polícia Federal, na noite de quinta-feira, 27, em uma agência do banco em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Segundo reportagem do G1, as investigações mostram que o homem alterou dados de mais de 400 clientes para transferência de valores sem o consentimento dos usuários, gerando um prejuízo estimado em R$ 1 milhão.

“Uma das reponsabilidades dos bancos é garantir a segurança do dinheiro de seus clientes. Situações como essa mostram a vulnerabilidade do sistema financeiro e arranham a imagem da CAIXA”, disse o diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Rafael de Castro.

Rafael ainda ressalta que o movimento sindical sempre alerta para os riscos das terceirizações. “Além dos recursos financeiros, dados pessoais que são confiados ao banco ficam à disposição de pessoas que não têm ligação direta com a instituição. Isso, por si só, já agrava o risco, uma vez que há maior rotatividade de trabalhadores, em decorrência de não haver vínculo trabalhista direto”, disse.

Já o trabalhador terceirizado é prejudicado por não ter o mesmo salário e nem os mesmos direitos garantidos aos empregados do banco pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e pelo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), específico das empregadas e empregados da CAIXA.

Novas contratações

Os representantes dos trabalhadores têm destacado a necessidade de a CAIXA promover novas contratações via concurso público, visto que o banco reduziu em quase 22% o quadro de pessoal nos últimos dez anos. A situação é prejudicial tanto para os clientes quanto para as empregadas e empregados, que ficam sobrecarregados. 

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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