Sindicato participa de Reunião Especial na Câmara de BH em memória dos 61 anos do golpe militar

02/04/2025

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Sindicato participa de Reunião Especial na Câmara de BH em memória dos 61 anos do golpe militar

Nesta terça-feira, 1° de abril, o Sindicato participou da Reunião Especial em Memória dos 61 anos do golpe militar na Câmara Municipal de Belo Horizonte. O evento foi idealizado pelo vereador Pedro Rousseff e também marcou o lançamento do Manifesto “Sem Anistia”, que recebeu assinaturas dos participantes.

O presidente do Sindicato, Ramon Peres, fez parte da mesa da reunião, que contou também com representantes de partidos políticos, do movimento estudantil, integrantes da Comissão da Verdade, parlamentares e, também, vítimas do regime militar. Todos destacaram a importância de defender a democracia no atual cenário político, em que o país se aproximou novamente da implantação de um regime de exceção no final de 2022 e início de 2023.

Em seu discurso, o presidente do Sindicato relembrou os impactos da ditadura militar para as trabalhadoras e trabalhadores brasileiros, destacando a importância do movimento sindical na resistência contra o regime autoritário. "Os sindicatos sempre foram, e seguem sendo, raiz e essência da construção do senso de coletividade, de justiça social e da busca por um mundo sem opressão e com mais oportunidades para todas e todos. Por isso, a nossa luta organizada por direitos representou uma das mais aguerridas resistências à ditadura militar", lembrou.

"Reafirmamos nosso compromisso com a defesa da democracia, dos direitos dos trabalhadores e com a construção de uma sociedade mais justa, contra qualquer retrocesso. Diante de constantes ameaças, como as mudanças impostas pela reforma trabalhista de Temer ou o desmonte promovido pelo governo Bolsonaro, o movimento sindical esteve sempre vigilante, e assim seguirá cumprindo seu papel", destacou Ramon Peres.

Homenagem

Ao final da Reunião Especial, houve uma homenagem especial a Maria Christina Rodrigues, professora e sindicalista que sofreu perseguição na ditadura. Ela faleceu em março deste ano e foi representada por familiares, com um discurso de sua irmã na tribuna.

 

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