COE Itaú cobra mudanças no programa GERA e rejeita proposta do banco para a PCR

03/04/2025

Itaú
COE Itaú cobra mudanças no programa GERA e rejeita proposta do banco para a PCR

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu com a direção do banco, nesta quarta-feira, 2, para debater os problemas apontados no último encontro, incluindo questões relacionadas ao programa GERA e ao pagamento da Participação Complementar nos Resultados (PCR).

Durante a reunião, o banco informou que está implementando melhorias no canal “Fale com o GERA” e que trabalha para simplificar o funcionamento do programa. Segundo o Itaú, cerca de 100 agências registram queixas mensalmente e que já busca soluções. O banco admitiu, ainda, que algumas produções demoram a ser computadas no programa, como no caso da lista VAI, cujo prazo para registro da produção do primeiro contato é de sete dias.

A COE questionou o fato de as metas trimestrais estarem sendo cobradas mensalmente, com pontuação elevada, sempre acima de 1.000 pontos. Em resposta, o responsável pela área explicou que existe apenas um relatório mensal para que os funcionários acompanhem seu desempenho, mas reconheceu que alguns gestores utilizam esse relatório como meta mensal, gerando cobranças excessivas e pressão no ambiente de trabalho.

Outro problema levantado foi a punição no Sistema de Qualidade de Vendas (SQV). Atualmente, se um funcionário é punido em uma agência e posteriormente transferido, ele carrega essa punição para o novo gestor e unidade. O banco alegou que essa prática leva em consideração a lotação do empregado no momento da aplicação.

Além disso, a COE questionou a ausência de remuneração dos ANS no segmento empresas em relação ao GERA, o impacto da transferência de funcionários e a mudança de porte das agências nas metas. O Itaú se comprometeu a debater esses pontos em uma próxima reunião, na qual também apresentará informações sobre a gestão do programa, sua comunicação interna, avaliação e treinamentos.

Descomissionamento e rebaixamento de cargos

Outro tema importante abordado foi o crescente número de bancários rebaixados de cargo. A COE apontou que, em diversas regiões, gerentes estão sendo descomissionados para o cargo de Assistente de Negócios (AN), com jornada de seis horas. O banco justificou que essas decisões ocorrem porque os trabalhadores não estariam desempenhando a função conforme os requisitos estabelecidos, e que a prática está respaldada pela Reforma Trabalhista.

Rejeição da proposta de PCR

O Itaú apresentou uma proposta de reajuste da PCR, que foi prontamente rejeitada pela COE. Os trabalhadores argumentaram que o reajuste precisa valorizar funcionárias e funcionários diante da alta no lucro registrada nos últimos anos. Veja, abaixo, o que o Itaú propôs:

2025: Reajuste do INPC (4,17% em janeiro)

  • Até 23% de ROE: R$ 3.831,48
  • Acima de 23% de ROE: R$ 4.016,15

2026: Reajuste conforme a Convenção Coletiva da categoria.

"Os bancários do Itaú merecem respeito! O banco precisa valorizar aqueles que trabalham duro para que ele alcance lucros exorbitantes. Não é justo que os trabalhadores adoeçam para bater metas e não sejam reconhecidos como deveriam", afirmou Valeska Pincovai, coordenadora da COE Itaú.

Uma nova reunião será agendada para que a COE apresente novamente suas reivindicações sobre o PCR.


Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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