Bancárias e bancários discutem IA, comunicação e atuação nas redes

10/03/2026

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Bancárias e bancários discutem IA, comunicação e atuação nas redes

Durante a tarde desta terça-feira, 10, bancárias e bancários realizaram debates sobre a comunicação dos sindicatos e inteligência artificial no Seminário de Comunicação da Fetrafi-MG. Representantes de todo o estado puderam trocar experiências e refletir sobre como melhorar e ampliar o diálogo com a categoria e toda a população.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Neiva Ribeiro, que também coordena o Comando Nacional dos Bancários, participou remotamente e falou sobre como a inteligência artificial (IA) tem afetado o trabalho bancário. A dirigente destacou por exemplo que, de acordo com estimativas, 65% das vagas eliminadas pela IA são de mulheres.

Neiva explicou que a categoria bancária foi pioneira ao criar uma mesa de negociação específica sobre IA e novas tecnologia com os bancos. “O movimento sindical quer mediar uma solução para os problemas trazidos pelas novas tecnologias, buscar uma regulação ética do tema em questões como o monitoramento”, afirmou. Em relação à comunicação, a bancária destacou que os sindicatos e seus dirigentes precisam fortalecer suas redes de interação, amplificando o alcance dos conteúdos produzidos pelas entidades.

Comunicação no movimento sindical

O presidente do Sindicato, Ramon Peres, falou aos participantes sobre a importância da comunicação para a atuação sindical e como é essencial que dirigentes se apropriem das novas tecnologias para chegar aos trabalhadores. “Não vejo como a comunicação sindical não passar pelas redes sociais. Nossos impressos são instrumentos importantes para irmos até as unidades de trabalho, mas é nas redes sociais que estabelecemos mais intimidade com a categoria, estando na palma da mão das bancárias e dos bancários”, explicou.

Ramon apresentou ideias para a comunicação sindical e defendeu que ela tenha como foco os reais problemas do dia a dia. “Se não soubermos o que bancárias e bancários querem de nós, não vamos nos comunicar com eles. Os sindicatos precisam mostrar que estão presentes, sempre com a categoria para proteger os trabalhadores”, explicou.

Comunicação digital e militância nas redes

A última mesa do Seminário contou com a participação de Mariana Evaristo, diretora executiva da Teia de Criadores, organização da sociedade civil que atua no fortalecimento de criadores de conteúdo, campanhas e iniciativas de impacto social. Ela apresentou, de forma prática, que estratégias podem ser utilizadas para mobilizar e engajar as pessoas nas redes.

“As redes sociais não são neutras, as plataformas também têm viés e isso impacta no alcance de conteúdos de algumas agendas, como direito do trabalhador, combate à violência contra a mulher e combate ao racismo. Por isso, além do conteúdo em si, temos que fazer uma disputa dentro do algoritmo para que nossas publicações sejam entregues”, destacou Mariana.

Observando especificamente o movimento sindical bancário, a ativista descreveu exemplos do que pode ser feito para produzir conteúdo com mais impacto. “A comunicação precisa ser usada para mostrar a ‘cara’ das pessoas que estão envolvidas na atuação dos sindicatos. É preciso explicar as pautas de forma simples e direta, conectando também com trabalhadores de outras categorias que enfrentam os mesmos desafios. A comunicação pode ser uma ponte do Sindicato com a sociedade”, ressaltou.

 

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