Fenacrefi apresenta estudo sobre perfil dos financiários, mas dados ainda são insuficientes

20/03/2026

Financeiras
Fenacrefi apresenta estudo sobre perfil dos financiários, mas dados ainda são insuficientes

A Federação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) apresentou, nesta terça-feira, 17, o estudo “Rosto dos Financiários”, levantamento que tem como objetivo traçar o perfil dos trabalhadores do setor. O estudo é resultado da última campanha da categoria e está previsto na cláusula 65 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

A pesquisa reúne informações sobre quem são os financiários e financiarias, suas características profissionais e sociais, além de identificar demandas e percepções. A iniciativa é considerada estratégica para aprofundar o conhecimento sobre a realidade dos trabalhadores e orientar a atuação das entidades sindicais.

Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) das Financeiras, Magaly Fagundes, o levantamento representa um avanço importante, mas ainda insuficiente diante das necessidades da categoria. “Esse é um começo importante para o reconhecimento da categoria. Conhecer o perfil dos financiários fortalece a nossa representação e qualifica o processo de negociação”, afirmou

Entre os pontos apontados pelo movimento sindical, em que são necessárias mais informações, estão: número de pessoas com deficiência, dados sobre trabalhadores afastados, tipos de adoecimento relacionados ao trabalho, entre outros recortes. Foi solicitada, ainda, mais participação da representação dos financiários na construção do levantamento e na discussão dos dados.

Radiografia do setor

Realizado entre julho e setembro de 2025, o estudo envolveu 71 instituições financeiras. No recorte demográfico, o levantamento aponta equilíbrio de gênero, com 53% de mulheres e 47% de homens. No entanto, ainda há desafios em relação à diversidade racial: 64% dos trabalhadores se identificam como brancos, enquanto pretos e pardos somam 32%

A pesquisa também revela um setor predominantemente jovem-adulto, com 80% dos profissionais entre 25 e 44 anos. Já os trabalhadores com 50 anos ou mais representam apenas 4% do total.

Outro destaque é a consolidação do modelo híbrido, adotado por 70% das empresas. Em relação à remuneração, na gerência, quase metade dos profissionais recebe acima de R$ 20 mil. Já nas funções de base, como auxiliar e assistente, a maioria ganha entre R$ 3 mil e R$ 4 mil.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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