Dados apresentados pela CAIXA reforçam necessidade do fim do teto do Saúde Caixa
09/07/2026
Caixa Econômica Federal
Os dados apresentados pela CAIXA durante a primeira mesa de negociação da Campanha Nacional 2026, nesta quarta-feira, 8, em São Paulo, reforçam a necessidade de acabar com o teto de 6,5% de gastos do banco com o Saúde Caixa, já que a limitação pressiona os empregados. Na mesa, também foram discutidas questões referentes à diversidade, combate ao racismo e igualdade de oportunidades.
Sobre o plano de saúde, a representação dos empregados voltou a defender o fim do teto, a retomada do modelo de custeio com participação de 70% da CAIXA e 30% dos usuários, a manutenção dos princípios de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional, além da defesa do Saúde Caixa para todos, com isonomia de direitos para contratados a partir de setembro de 2018 e melhoria da rede de atendimento.
Logo na abertura, a CEE reforçou que a mesa de negociação precisa ser respeitada e valorizada pela CAIXA, não apenas durante a Campanha Nacional, mas também nas negociações permanentes. “A CAIXA só cumpre plenamente seu papel de banco público quando respeita seus empregados e negocia de verdade com a representação eleita pela categoria. Esta mesa é o espaço legítimo para tratar dos direitos dos trabalhadores, do Saúde Caixa, da diversidade e das condições de trabalho”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen.
Rede credenciada e transparência
A CEE cobrou melhorias na rede credenciada, especialmente em pequenas cidades e regiões com vazios assistenciais. A CAIXA informou que a proposta de convênio de reciprocidade com a Cassi, reivindicação da CEE e do Conselho de Usuários há tempos, caminhou. Para a representação dos empregados, a ampliação é importante, mas precisa priorizar as regiões mais críticas e ser acompanhada de transparência.
Escola Inclusiva e medicamentos
A representação dos empregados cobrou que se retire do Saúde Caixa custos relacionados à política de recursos humanos, como Escola Inclusiva e reembolso de medicamentos de uso contínuo, e que eles sejam custeados pela CAIXA.
Diversidade precisa virar compromisso em acordo
A CAIXA apresentou dados de ações em diversidade e inclusão sobre iniciativas desenvolvidas pelo banco e metas estruturais para 2026, como o 1º Censo de Diversidade específico, as comissões de diversidade e outras ações. A CEE reconheceu a importância das iniciativas, mas cobrou mais dados para análise, além de que as políticas sejam garantidas no ACT.
PCDs e neurodivergentes cobram avanços
Na pauta das pessoas com deficiência e neurodivergentes, a representação dos empregados relatou dificuldades no enquadramento de pessoas autistas como PcDs e cobrou mais participação dos próprios empregados PcDs.
A CEE lembrou que houve avanços no ACT anterior para pais e mães de filhos com deficiência, mas que é preciso avançar também nos direitos dos próprios empregados PcDs. A minuta reivindica acessibilidade nas unidades, acompanhamento multidisciplinar, combate ao capacitismo e fiscalização sindical dos critérios usados pela CAIXA.
Outro ponto cobrado foi o teletrabalho para empregados PcDs e neurodivergentes, quando houver recomendação técnica ou médica. A CEE apontou desigualdades entre unidades, com colegas em situações semelhantes recebendo tratamentos diferentes.
Mulheres, raça, LGBTQIA+ e etarismo
A CEE cobrou dados mais completos sobre raça, gênero, idade, orientação sexual, cargos, funções e evolução na carreira, para medir a efetividade das políticas de diversidade com transparência e acompanhamento permanente. Também foi reforçada a cobrança por combate ao racismo, estabilidade de renda e proteção funcional para empregadas vítimas de violência doméstica, além de medidas permanentes contra a discriminação.
Calendário de negociação
As próximas mesas específicas com a CAIXA estão agendadas para 17, 23 e 31 de julho. Por isso, acompanhe todas as novidades no site e redes sociais do Sindicato! Faça parte do Canal do WhatsApp clicando aqui, e siga também: Instagram | Facebook | X | LinkedIn
Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT