BB: após cobrança dos trabalhadores, reunião sobre Cassi está marcada para esta quinta-feira, 14
14/05/2026
Banco do Brasil
A pressão do movimento sindical e das entidades representativas dos funcionários do Banco do Brasil deu resultado. Após cobranças pela retomada urgente das negociações, foi confirmada uma nova reunião sobre a Cassi para esta quinta-feira, 14, marcando a reabertura do diálogo após meses sem avanços efetivos.
Desde a última rodada, em 11 de dezembro de 2025, não havia progresso na construção de uma solução estrutural para o custeio do plano de saúde, situação que vinha gerando forte preocupação entre trabalhadores e entidades sindicais.
Impasse após propostas rejeitadas
Na reunião de dezembro, a representação dos funcionários apresentou alternativas para reforçar o caixa e o capital regulatório da Cassi, como adiantamento de dez valores referentes ao 13º salário e antecipação das despesas administrativas previstas para 2026. O banco recusou a proposta e apresentou, como contraproposta, apenas a antecipação de três valores do 13º salário, medida considerada insuficiente pelas entidades.
Paralisação preocupava trabalhadores
A mesa de negociação foi instalada, em 27 de novembro de 2025, já sob alerta das entidades sobre a necessidade de garantir segurança financeira à Cassi e construir uma solução sustentável de longo prazo. Apesar de o banco se comprometer a dar respostas às reivindicações, isso não ocorreu.
Defesa do modelo solidário
O movimento sindical reafirma que qualquer solução para a Cassi deve preservar o modelo solidário histórico do plano, com custeio na proporção de 70% para o patrocinador e 30% para os participantes que assegura a sustentabilidade. Outro ponto é a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados e daqueles admitidos no BB após 2018.
A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, destacou que a retomada das negociações representa um passo importante, mas reforçou a necessidade de avanços concretos. “O Banco do Brasil precisa se comprometer com uma resolução definitiva para o custeio da Cassi. São os funcionários que constroem o banco diariamente, e a saúde deve ser um compromisso institucional do BB com seus trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou.
Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT